Por tantas vezes me fiz essa pergunta: “que tipo de mulher eu sou?” E não tive dúvida em responder todas as vezes que ela me veio à mente. Sou daquela que não desiste do amor, mesmo quando o amor desiste dela. Sou aquela mulher que não ama pela metade, que não cuida pela metade. O incompleto não a faz feliz.
Sou aquela que acredita que o amor cura as feridas abertas, cura as mágoas guardadas e sara a alma. E não é porque já sofri que vou deixar de caminhar. Quantas vezes lágrimas embaçaram o meu olhar, e por quantos caminhos já andei sem ter destino, mas cada tombo foi me fazendo mais forte, mais mulher. Não posso prometer que não vou mais chorar, a dor, seja da saudade, seja da ferida, fica ali latejando até se curar. E o tempo é o remédio.
Essa mulher que me tornei sabe que, antes da calmaria vem a tempestade. Hoje eu poderia escrever a melhor história de amor diante dos momentos mais difíceis que passei e tenho passado. Nada na vida é fácil, tudo precisa ser conquistado e aí entra a sua responsabilidade em saber cuidar ou não.
Aprendi amar sem cobranças, me doar mas, sem deixar de respirar o meu próprio ar e respirar o do outro. O problema desse meu amor é que, por mais que eu tente explicar, mostrar, as pessoas não estão preparadas para recebê-lo. Talvez seja pelo fato de estarem se tornando tão egoístas que acabam ignorando o sentimento de quem está ao seu lado.
Mas a busca continua, não por um namorado, marido, não... A busca por aquele amor que talvez não exista, que esteja somente em meus sonhos (e lá ele existe). E não pensem que quero um amor de cinema, quero algo real, que eu possa sentir aquela borboleta insistente bater em meu estômago novamente.
Eu sou daquele tipo de mulher que não vai desistir por causa de mais um tombo, de um amor não compreendido, sufocado. Que não vai desistir por ter cruzado com pessoas covardes, que vestem o egoísmo e se alimentam do sofrimento de quem os ama.
Medo de amar por que já sofreu, quem não tem? Mas deixar que sua parceira ou seu parceiro pague por seu medo, o nome disso é crueldade. Então viva sozinho, nessa sombra que é a sua vida, continue mentindo para si mesmo, usando essa armadura que se chama solidão.
Eu continuo o meu caminho, porque é nas minhas fraquezas que descubro o quão forte sou, e fico aqui, tentando convencer o homem dos meus sonhos a sair dele e vir me conhecer.
Hary Sampaio

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