terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tanta coisa...



O que eu sou depende de como você me ver.
Depende do que seus olhos me descrevem...
Posso ser tanta coisa,
posso ser nada,
ter várias facetas
ou ter apenas uma cara.
Posso ser aquela mulher,
aquela menina...
Pra você posso ser até vadia,
santa, egoísta...
Posso ser a garota mais fácil que teve,
a mulher mais difícil de entender...
Sou sua concorrente, sua aliada,
sua cumplice, o seu oposto.
e até o seu espelho,
mas isso quem me diz é você...
Se sou magra, se sou gorda,
Se sou bonita ou sem graça.
Se entende por que ele gosta de mim
ou não faz ideia porque ele
 me ama tanto assim,
eu não me importo,
o que eu sou não vai mudar a sua forma de me olhar...
Eu posso ser tudo ou nada,
só depende de como você me ver,
mas isso não vai mudar quem eu sou.

Hary Sampaio

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mudando a direção...


Às vezes é necessário fazermos algo por nós, então eu decidi mudar, mesmo que isso custe um pouco do meu coração. Mas antes um pouco que ele todo. Abrir mão de alguma coisa ou de alguém para buscarmos a felicidade em outro caminho. Não por não ter tentado buscar por esse caminho, mas chega a hora em que suas forças acabam e você só quer simplesmente mudar a direção.
Com tantos tropeços e tantas pedras que te jogam, seu coração vai formando uma barreira invisível e tudo que vier contra ele, volta...
Neste ano que entrou, vamos fazer tudo novo. Não novas mentiras, novas mágoas, novos desentendimentos. Não. Fazer das oportunidades novas um começo, do novo amor um recomeço, jogar as tristezas passadas no mar e pedir que as ondas levem para mais longe que puder.
Pra ser feliz, você não precisa se sujeitar a migalhas e muito menos se apegar a lembranças boas do passado, o nome já diz, são lembranças e elas não voltam.
Tem que dar um passo de cada vez e não sair correndo, você acaba não percebendo o que está ao seu lado nessa corrida maluca e  velocidade mata.
Caminhando você sente o cheiro de mato, escuta os pássaros, escuta mais fácil o seu coração. Vê as pessoas em volta, aprecia a estrada, pula as pedras. Ao correr, você pode tropeçar, cair e se arrebentar.
E se por acaso você cair e se arrebentar, chore tudo o que tiver que chorar, desabafe, ponha pra fora o que sufoca. Quando amamos e nos machucamos, as lágrimas lavam por dentro e quando secam o sentimento se redireciona. Isso faz parte do que eu sou, e o que eu faço é não colocar mascaras naquilo que estou sentindo. Até porque as mascaras pesam e um dia elas caem. Isso não tem nada haver com sua cor, sua situação financeira ou de como você consegue disfarçar o que sente, a verdade por mais que demore sempre vem a átona.
Ganhamos mais um ano pra fazer a diferença seja na nossa vida ou na vida de alguém. A oportunidade de tirar aqueles planos do papel e colocar em prática. De mudar de emprego, de profissão, porque não?  Temos um ano para tentarmos não cometer os mesmo erros do passado, colocando eles em uma cartilha e que todas as vezes que nos esquecermos de como foi é só dá uma olhadinha e já mudamos de direção.
Eu sei que falar e fácil e que colocar em pratica nossas palavras é uma tarefa complicada, mas não impossível. Um clichê, mas que seja assim: Ano novo, vida nova!

Hary Sampaio


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Difícil Amar



É fácil amar o outro na mesa de bar, 
quando o papo é leve, 
o riso é farto, e o chope é gelado.
                                               É fácil amar o outro nas férias de verão,
 no churrasco de domingo, 
nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
                                                  Difícil é amar quando o outro desaba. 
Quando não acredita em mais nada. 
E entende tudo errado. 
E paralisa. 
E se vitimiza. 
E perde o charme. 
O prazo. 
A identidade. 
A coerência. 
O rebolado.
                                     Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente
do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido 
com alguém que não aceitamos que ele esteja.
       Difícil é permanecer ao seu lado 
quando parece que todos já foram embora. 
Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. 
Quando o seu pedido de ajuda, 
verbalizado ou não, 
exige que a gente saia do nosso egoísmo, 
do nosso sossego, 
da nossa rigidez, 
do nosso faz-de-conta, 
para caminhar humanamente ao seu encontro.
                                               Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, 
o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. 
Eu não acredito na existência de botões, 
alavancas, recursos afins, 
que façam as dores mais abissais desaparecerem, 
nos tempos mais devastadores, por pura mágica. 
Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação,
 no gesto aliado à vontade, e, especialmente, 
no amor que recebemos, 
nas temporadas difíceis, 
de quem não desiste da gente.” 


                                                                                             Ana Jácomo